Cheio de luz das coisas invulgares
Do qual perdi a luminosa essência
Na cristalização de meus pezares
Tarde reconheci minha falência
Terminadas nos múltiplos azares
De minha quase inútil existência
no silêncio das cinzas tumulares
E da morte do abismo indefinido
Tombei exausta, amargurada e cega
Abismo tenebroso que eu transponho
Infeliz do meu ser irredimido
Triste e atordoada ainda carrego
o negro esquife de meu próprio sonho
Lorena Sthefanie'
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