Algo sobre o que se chama de arte obscura. Um refúgio do mundo real e abstrações latentes em um baú.

domingo, 1 de agosto de 2010

O esquife de um sonho

Hoje tive um sonho de amor e inocência
Cheio de luz das coisas invulgares
Do qual perdi a luminosa essência

Na cristalização de meus pezares
Tarde reconheci minha falência
Terminadas nos múltiplos azares
De minha quase inútil existência 

no silêncio das cinzas tumulares 
E da morte do abismo indefinido
Tombei exausta, amargurada e cega

Abismo tenebroso que eu transponho 
Infeliz do meu ser irredimido

Triste e atordoada ainda carrego
o negro esquife de meu próprio sonho 

Lorena Sthefanie'

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