Algo sobre o que se chama de arte obscura. Um refúgio do mundo real e abstrações latentes em um baú.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Depois do parque


Não me deixe aqui,
Nesse abismo profundo onde eu me enterrei

Ninguém me disse que depois do parque havia um pântano...
Um pântano tão negro e movediço,
Capaz de me sugar,
Me sugar de mim,
Me sugar do mundo

Não me deixe afundar mais ..
Não tenho mais controle de mim
Meu corpe está acorrentado

Não tenho escolhas,
Não tenho caminhos

Tenho uma corda e não consigo alcança-la
Ela está a meio metro de mim..
Não me deixe ir mais fundo

A terra esta me sugando até eu perder minhas forças
Até eu entregar o meu corpo

Não quero mais viver em parques, nem passar por eles,
Tenho medo do que possa vir depois da estrada

Tenho medo de me desfalecer novamente e não conseguir sair
Como não estou conseguindo agora

Tenho medo de não ter uma corda para me salvar, como tenho agora

Tenho medo do pântano. Ele só me entristece
Só me faz escrava de mim mesma.
Como se eu fosse uma larva de árvore que vive em função de se alimentar
Em função de sobreviver

Uma larva que tem medo da luz.
Medo da luz que vai me derreter ou me transformar em cinzas

Enquanto isso, vou roendo. Para sobreviver
Me escondendo da luz
Correndo desesperadamente no meio pântano

Me afundando
Por uma corda à meio metro de mim, meu único sustento ...

Nada mais faz diferença pra mim

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