A saudade volta e vem.
Volta e meia se vai.
Saudade é bom de sentir. Sentimento que consola. Consola em saber que o que está fazendo falta está prestes a ser sentido outra vez e acabar com isso chamado saudade. Mas é uma dose de esperança.
Matar a saudade é bom. Mas sentir saudade é mágico. É a vontade de trazer de volta o momento de inocência, o momento mais infantil, mais doce, mais intenso. É inapalpável.
Sentimentos são inapalpáveis.
Saudade é o sentimento mais próximo e possível de tornar tangível o que passou desapercebido, ou mal vivido, ou talvez mais entediante, ou não. Mas aconteceu, existiu. E passou.
E agora a saudade o sente.
Como aquelas máquinas do tempo que a gente sonhava entrar quando era criança. Estranho eu me lembrar da infância agora.
Eu não queria ser heroína. Acho que eu tinha medo da responsabilidade.
Eu nem queria salvar a mim!
Minha vontade mesmo era ser cientista (?)
A tal máquina do tempo sempre teve seu lugar em meu mundo quimérico.
As vezes esse mundo é mais perigoso que os outros. Mais sombrio e obscuro.
Ele pode ser doce como um algodão.
Estranho pensar na distância. Pensar nas distâncias.
Tudo está tão perto. E as vezes distante. Interligado também.
Estes olhos que me lêem fingem que não me vê. Mesmo sabendo que me conhece. Mais do que eu, honestamente.
Ai, mas a saudade. É diferente. É a fórmula secreta para tanger o que é intangível.
A saudade não se traduz. É diferente.
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