Algo sobre o que se chama de arte obscura. Um refúgio do mundo real e abstrações latentes em um baú.

domingo, 21 de agosto de 2011

Precipício




Não contei a ninguém as minhas fragilidades.
Não contei à ninguém as minhas lamentações.
Chorei no escuro debaixo da cama. Para que ninguém acordasse para saber se eu estava bem.
Senti medo de sofrer no claro.
Ninguém me viu chorar.
E ninguém notou meu sorriso, guardado na gaveta.

Eu tive de ser forte.
Eu terei de ser forte.

Mais do que nunca, depende de mim.
Depende de eu criar uma forma para eu mesma lutar contra meus medos mais psicóticos.

E se eu não souber me guiar, me deixarei ser guiada pelo amor que habita em minha alma obscura.
Talvez assim eu tenha forças para sair do precipício onde caí.
Talvez assim eu não queira a morte por perto.


Um comentário:

  1. Linda! Sua poesia é forte. lê-la é como virar uma boa dose de Whisky Cowboy

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